segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A ESCOLA NO CENÁRIO CAPITALISTA



A ESCOLA NO CENÁRIO CAPITALISTA
Janne Kleia da Silva

A escola é um construto social que atende aos critérios do meio, suas exigências e a busca por constante aperfeiçoamento, no capitalismo estamos vivenciando o que Santos (1994) denominou meio técnico- cientifico- informacional onde a informação  é a  fase atual do sistema socioeconômico vigente, que fecunda a produção e transformação do espaço geográfico, estando relacionado, sobretudo, à Terceira Revolução Industrial  denominada  Revolução Científica Informacional, que reordena a sociedade em busca do aperfeiçoamento das técnicas e a incorporação de demandas para as instituições de ensino em qualificar os discentes para ingressarem no mercado de trabalho.
Mediante a exploração dos filmes: Tempos modernos de Charles Chaplin, que enfoca a sociedade dos Estados Unidos nos anos 30, com direcionamento na vida urbana e ênfase na crise de 1929, momento histórico em que a depressão econômica estava disseminada na sociedade norte-americana, que conduziu a população ao desemprego e à fome. O personagem principal do filme é Carlitos funcionário que sua dinâmica na fábrica simboliza o ritmo da esteira e submissão do homem ao ritmo imposto pela máquina,  e do filme Germinal que  tem como cenário a sociedade Francesa, com foco  na cidade de Montsou, onde a centralidade das cenas é a partir da dinâmica de uma  mineradora, que para garantir suas sobrevivências os operários da mina incluindo até as crianças eram submetidos a condições árduas de trabalho, as dicotomias sociais eram gritantes. Nesse contexto surge Etienne, que une-se aos demais trabalhadores e articulam um grupo de grevistas, assim descreve as condições de trabalho da classe operária do século XIX. Podemos perceber que a racionalidade do capitalismo com maior veemência  a partir dos séculos XIX e XX  a perspectiva da lucratividade perpassava as limitações humanas, ferindo as condições físicas e psicológicas dentro do parâmetro de produtividade, chegou  até a escola a incumbência de “formar” sujeitos sociais que se adequassem a lógica da produção em escala, que se enquadrasse nos ditames da esteira fordista e que a ideologia de vida seja o sucesso profissional e a aquisição de signos para manutenção de uma imagem social aceitável aos bons olhos do capital.
Dentro de uma análise conjuntural é notório que a educação é uma ferramenta que atende ao anseio de um determinado momento histórico, conforme Valente (1999) a educação é um serviço e, como tal, sofre as influências e se adapta às concepções paradigmáticas, vigentes na sociedade nos diferentes momentos históricos. Considerando-se que a educação guarda relações com o contexto em que se insere, também as transformações nos sistemas de produção repercutem sobre ela, sendo que os trabalhadores devem desenvolver formas de ação que se encontrem em consonância com os ditames do estágio em que a economia se encontra.
Por sua própria função, a escola constitui-se em uma organização sistêmica aberta, isto é, em um conjunto de elementos (pessoas, com diferentes papéis, estrutura de relacionamento, ambiente físico, etc.), que interagem e se influenciam mutuamente, conjunto esse relacionado, na forma de troca de influências, ao meio em que se insere (FREIRE, 1980).
Uma luz para os educadores que desejam uma educação que desenvolva as competências dos sujeitos para um processo de libertação, encontra-se no filme a sociedade dos poetas mortos, onde   o educador Sr Keating traz presente uma perspectiva libertária envolvendo sua prática pedagógica com métodos que despertam a criticidade dos alunos, que a partir de então passar a compreender novas simbologias do arranjo social.
Existe um desafio imenso para os educadores que tem o ideário de uma educação libertária, ficando a critério destes que imaginam uma nova constituição social para além do capitalismo, incutir o desejo de desenvolver uma prática pedagógica que o foco seja a emancipação do indivíduo em todas as esferas da vida, seu zelo pelos princípios da cidadania e na emancipação do indivíduo que deseje para além do fator financeiro uma postura em favor da solidariedade, da ética e da justiça.

Referências

FREIRE, P. Conscientização. São Paulo: Moraes, 1980.

SANTOS, M. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico informacional. São Paulo, Hucitec, 1994.

VALENTE, J. A. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1999.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Avaliar na EaD: Desafios e possibilidades


TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO DESTACANDO SUAS CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS ENFRENTADOS PELO PROFESSOR EM SEU USO NO ENSINO.

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO DESTACANDO SUAS CONTRIBUIÇÕES E DESAFIOS ENFRENTADOS PELO PROFESSOR EM SEU USO NO ENSINO.

As interfaces da  tecnologia permeiam interferência nos aspectos socioculturais, onde a tendência é uma busca constante pelo acompanhamento das inovações tecnológicas por parte significativa dos discentes, no âmbito da família ou da comunidade os mesmos estão em constante contato com diversas  ferramentas  repletas de funcionalidades que sugerem a decodificação de manuseio, a articulação de informações e atualização de aplicativos ou dispositivos. Mediante a esse cenário de constante incorporação de elementos “novos” o ambiente escolar, parece precisar adequar-se a introdução de mecanismos que forneçam aos discentes uma permissividade para alavancar suas habilidades. Deste modo o debate do uso e acesso das tecnologias devem ser expandido para além da imagem do professor, o projeto de educação nacional precisa atenta-se a demanda por tecnologias educacionais, as instituições escolares cobrarem isso nas coordenadorias regionais e o corpo docente se abrir para a adequação da prática pedagógica com uso de artifícios tecnológicos.
Na atualidade, muitas das preocupações da tecnologia educacional estão dirigidas para as novas formas de comunicação a partir da interatividade e do estabelecimento de redes informáticas. Esse novo foco de preocupações está marcado por alguns traços emergentes, como a globalização dos mercados, a interdependência entre as culturas, a celeridade da produção, o desenvolvimento e a difusão de tecnologias. Tais mudanças causam impactos sobre a dinâmica social do conhecimento, a incorporação da robótica na produção industrial e a pobreza como efeito não desejado da aplicação de políticas de ajuste estrutural. VIDAL e MAIA , 2014.p.44

O desafio do coletivo educacional brasileiro é materializar um cenário propicio ao desenvolvimento da mediação do conhecimento com instrumentais que possam favorecer a constante evolução das competências cognitivas. A incorporação de aspectos tecnológicos facilita a práxis, mediante a construção do conhecimento mediado com apoio de recursos tecnológicos, como instrumentais audiovisuais, recursos multimídia, capazes de estruturarem imagens contextualizadas com o conteúdo, evidência de  gráficos, animações e vídeos que possam despertar a atenção dos discentes. A tendência construtivista assim ganha conotações dentro do ambiente escolar e envolve os sujeitos  em uma dinâmica contemplativa a construção do conhecimento.
E perceptível as razões para a atender à necessidade das tecnologias dentro da sala de aula, pois o cenário social é repleto de artifícios tecnológicos que despertam o interesse do público discente, que elenca a vontade do manuseio, de interagir com objetos carregados de informações que promovem a participação, tais como: computadores, software, GPS, eletros portáteis, aparelho de som e projetores. A inquietação então passa para abertura do docente em incorporar esses recursos e até que ponto a instituição de ensino tem um acervo tecnológico que favoreça a introdução dessas ferramentas no planejamento e execução das atividades.
Ainda temos um caminho muito denso a percorrer, dentro de uma questão estrutural, onde o desafio está centrado no acesso das tecnologias dentro de um cenário em que o “ data-show” lidera o recurso chave e na maioria das escolas parece existir uma verdadeira corrida de quem agenda o uso primeiro, o desafio expande-se para além da compra do mesmo, no espaço escolar público ainda temos muitas fragilidades que precisamos pauta para levarmos em consideração para além da vontade do docente de usar ou não.
A prática pedagógica é sempre tema de debate dentro da perspectiva de tornar o conhecimento mais atrativo, situando os discentes como sujeitos do conhecimento, contudo a discursão foca muito na formação do professor e em sua funcionalidade, em sala de aula, contudo, parece que em meio aos debates o foco no professor da invisibilidade  a precariedade das instituições escolares, que ainda apresenta deficiência na formação de pedagógica e na disponibilidade de tecnologias que possam favorecer um espaço mais atrativo e propicio a materialização da prática pedagógica inovadora.

Referências
VIDAL, E.M; MAIA, J.E.B. Introdução a EAD. Especialização. 1a edição. Fortaleza. 2014.

domingo, 7 de setembro de 2014

Educar é um ato de amor!

Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra. Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.
Ver em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml.